Abstract
No atelier de Pauliana Valente Pimentel, no complexo dos Coruchéus em Lisboa, fotografias estão dispostas numa aparente casualidade. São vidas contadas em imagens, mas trespassa a tensão latente entre o documental e o poético — as subjetividades líricas que atravessam a objetividade da lente, transformam o quotidiano num espetáculo que acabou de terminar ou que está prestes a começar. Curiosamente é geóloga. Ainda que a fotografia seja determinante na ciência, foi na captação da geologia-humana que Pauliana Valente Pimentel encontrou a sua vocação: da sua obra transpira o cruzamento do universo onírico e o improviso narrativo, ainda assim real e concreto.
O percurso na fotografia começa em 1999, com a publicação de fotorreportagens para revistas de viagem enquanto ainda trabalhava como geóloga. Mas terá sido David Alan Harvey, fotógrafo da National Geographic e membro da Magnum entre 1997 e 2020, o impulso disparador da sua carreira na fotografia autoral. Contactou de perto ainda com Amy Arbus, Bob Sacha, Alex Majoli ou Erich Lessing, o que lhe permitiu refinar as estratégias plásticas, formais e técnicas, na constituição das fotonarrativas intensas que caracterizam o seu trabalho.
O percurso na fotografia começa em 1999, com a publicação de fotorreportagens para revistas de viagem enquanto ainda trabalhava como geóloga. Mas terá sido David Alan Harvey, fotógrafo da National Geographic e membro da Magnum entre 1997 e 2020, o impulso disparador da sua carreira na fotografia autoral. Contactou de perto ainda com Amy Arbus, Bob Sacha, Alex Majoli ou Erich Lessing, o que lhe permitiu refinar as estratégias plásticas, formais e técnicas, na constituição das fotonarrativas intensas que caracterizam o seu trabalho.
| Original language | Portuguese |
|---|---|
| Pages (from-to) | 373–395 |
| Journal | Fotocinema |
| Issue number | 30 |
| DOIs | |
| Publication status | Published - 2025 |
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